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Jorgeana Alcântara
Como dados ajudam designers a tomar melhores decisões.
Antes de trabalhar com produto, eu tinha uma visão muito comum sobre design: se a solução era boa, ela naturalmente seria aceita.
Com o tempo, descobri que não funciona assim.
Em empresas, principalmente em produtos B2B, decisões raramente são tomadas apenas porque uma interface ficou mais limpa ou porque um fluxo parece mais intuitivo. Existem metas de negócio, restrições técnicas, prioridades comerciais e pessoas diferentes defendendo pontos de vista diferentes. Nesse cenário, um designer que depende apenas da própria percepção acaba tendo dificuldade para influenciar decisões.
Foi aí que eu entendi o verdadeiro papel dos dados.
Foi aí que eu entendi o verdadeiro papel
dos dados.
Todo designer desenvolve repertório. Depois de alguns anos projetando produtos, você começa a reconhecer padrões, identificar fricções rapidamente e antecipar problemas antes mesmo de um usuário testar uma tela.
Isso não acontece por acaso. É resultado de experiência.
Mas experiência não elimina a necessidade de validar hipóteses.
Lembro de um projeto B2B em que participei da construção de um fluxo de cadastro bastante longo. Durante a análise, identifiquei um trecho que me preocupava. Havia excesso de informações, campos redundantes e uma sequência de etapas que aumentava bastante a carga cognitiva do usuário.
Minha hipótese era simples: aquela etapa concentraria uma boa parte dos abandonos.
Compartilhei essa preocupação com o time, mas não havia nenhuma evidência concreta naquele momento. O fluxo já estava planejado e, como acontece em muitos projetos, a decisão foi seguir adiante.
Algumas semanas depois, analisando os indicadores, vimos exatamente o que eu imaginava. A maior taxa de abandono acontecia naquele ponto específico da jornada.
A diferença é que, dessa vez, eu não estava mais defendendo uma opinião.
Os dados estavam mostrando o problema.
A conversa mudou completamente. Conseguimos simplificar o fluxo, reorganizar as informações e reduzir significativamente o abandono nas próximas medições.
Quando a intuição encontra a realidade
Todo designer desenvolve repertório. Depois de alguns anos projetando produtos, você começa a reconhecer padrões, identificar fricções rapidamente e antecipar problemas antes mesmo de um usuário testar uma tela.
Isso não acontece por acaso. É resultado de experiência.
Mas experiência não elimina a necessidade de validar hipóteses.
Lembro de um projeto B2B em que participei da construção de um fluxo de cadastro bastante longo. Durante a análise, identifiquei um trecho que me preocupava. Havia excesso de informações, campos redundantes e uma sequência de etapas que aumentava bastante a carga cognitiva do usuário.
Minha hipótese era simples: aquela etapa concentraria uma boa parte dos abandonos.
Compartilhei essa preocupação com o time, mas não havia nenhuma evidência concreta naquele momento. O fluxo já estava planejado e, como acontece em muitos projetos, a decisão foi seguir adiante.
Algumas semanas depois, analisando os indicadores, vimos exatamente o que eu imaginava. A maior taxa de abandono acontecia naquele ponto específico da jornada.
A diferença é que, dessa vez, eu não estava mais defendendo uma opinião.
Os dados estavam mostrando o problema.
A conversa mudou completamente. Conseguimos simplificar o fluxo, reorganizar as informações e reduzir significativamente o abandono nas próximas medições.
Naquele momento ficou muito claro para mim que dados não servem para substituir o olhar do designer. Eles servem para fortalecer esse olhar.
Naquele momento ficou muito claro para mim
que dados não servem para substituir o olhar
do designer. Eles servem para fortalecer
esse olhar.
O erro que muitos designers cometem
Existe uma ideia equivocada de que trabalhar orientado por dados significa abandonar a criatividade.
Na prática, acontece exatamente o contrário.
Os dados dificilmente dizem qual solução deve ser construída. Eles mostram onde existe um problema.
Quem transforma esse problema em uma experiência melhor continua sendo o designer.
Uma taxa alta de abandono não informa qual botão alterar, qual componente remover ou qual interação simplificar. Ela apenas evidencia que algo merece atenção.
É aí que entram pesquisa, entrevistas, testes de usabilidade, arquitetura da informação, hierarquia visual e todas as competências que fazem parte do nosso trabalho.
Dados respondem ao "o que está acontecendo".
Design busca responder "por que isso acontece" e "como podemos resolver".
Dados também são uma ferramenta de influência
Essa talvez tenha sido a maior mudança na minha forma de trabalhar.
Hoje, quando proponho uma melhoria, dificilmente apresento apenas uma nova interface.
Procuro entender qual métrica será impactada, qual comportamento desejo mudar e como vamos medir se aquela decisão realmente trouxe resultado.
Isso muda completamente a conversa com Product Managers, engenharia e liderança.
Em vez de discutir gosto pessoal, passamos a discutir impacto.
E isso torna o trabalho do designer muito mais estratégico.
O designer que influencia decisões
Existe uma diferença grande entre desenhar telas e participar das decisões do produto.
Os profissionais que conseguem influenciar o rumo de um produto normalmente desenvolvem uma habilidade em comum: transformam percepções em hipóteses e hipóteses em evidências.
Eles observam o comportamento dos usuários, fazem perguntas, analisam métricas e usam essas informações para justificar prioridades.
Não porque números substituem design.
Mas porque números ajudam o design a ser ouvido.
No fim das contas, eu acredito que os melhores produtos nascem exatamente desse equilíbrio.
A experiência do designer aponta caminhos.
Os dados mostram se estamos seguindo na direção certa.
O erro que muitos designers
cometem
Dados também são uma
ferramenta de influência
O designer que influencia
decisões
Quando a intuição encontra
a realidade
Existe uma ideia equivocada de que trabalhar orientado por dados significa abandonar a criatividade.
Na prática, acontece exatamente o contrário.
Os dados dificilmente dizem qual solução deve ser construída. Eles mostram onde existe um problema.
Quem transforma esse problema em uma experiência melhor continua sendo o designer.
Uma taxa alta de abandono não informa qual botão alterar, qual componente remover ou qual interação simplificar. Ela apenas evidencia que algo merece atenção.
É aí que entram pesquisa, entrevistas, testes de usabilidade, arquitetura da informação, hierarquia visual e todas as competências que fazem parte do nosso trabalho.
Dados respondem ao "o que está acontecendo".
Design busca responder "por que isso acontece" e "como podemos resolver".
Essa talvez tenha sido a maior mudança na minha forma de trabalhar.
Hoje, quando proponho uma melhoria, dificilmente apresento apenas uma nova interface.
Procuro entender qual métrica será impactada, qual comportamento desejo mudar e como vamos medir se aquela decisão realmente trouxe resultado.
Isso muda completamente a conversa com Product Managers, engenharia e liderança.
Em vez de discutir gosto pessoal, passamos a discutir impacto.
E isso torna o trabalho do designer muito mais estratégico.
Existe uma diferença grande entre desenhar telas e participar das decisões do produto.
Os profissionais que conseguem influenciar o rumo de um produto normalmente desenvolvem uma habilidade em comum: transformam percepções em hipóteses e hipóteses em evidências.
Eles observam o comportamento dos usuários, fazem perguntas, analisam métricas e usam essas informações para justificar prioridades.
Não porque números substituem design.
Mas porque números ajudam o design a ser ouvido.
No fim das contas, eu acredito que os melhores produtos nascem exatamente desse equilíbrio.
A experiência do designer aponta caminhos.
Os dados mostram se estamos seguindo na direção certa.
Como dados ajudam
designers a tomar
melhores decisões.
© 2026 Jorgeana Alcantara